La Loba e o Chamado da Mulher Selvagem: o reencontro com o seu Canto !!!
Existe um momento na vida de muitas mulheres em que o silêncio começa a pesar.
Por fora, tudo parece seguir: compromissos, responsabilidades, rotina, relações.
Mas por dentro… algo pede passagem.
Uma sensação de que ficou para trás uma parte essencial de si mesma.
Uma força antiga, intuitiva, viva que foi sendo abafada ao longo dos anos.
É sobre esse chamado que fala o conto de La Loba, no primeiro capítulo de Mulheres que Correm com os Lobos.
Mais do que uma história simbólica, esse conto é um espelho profundo para toda mulher que sente que chegou a hora de voltar para si.
La Loba: a mulher que recolhe ossos no deserto
La Loba é a guardiã do que foi perdido.
Ela vive no deserto esse lugar simbólico onde tudo parece seco, árido, sem vida aparente.
Mas é justamente ali que ela caminha, paciente, recolhendo ossos.
Ossos de lobas.
Partes esquecidas.
Vestígios de uma natureza que já foi inteira.
Ela junta cada osso com cuidado.
Cada pedaço tem valor.
Cada fragmento conta uma história.
Até que, quando o esqueleto está completo, ela se senta ao lado dele… e canta.
Seu canto ancestral devolve carne, pelo, fôlego, vida.
A loba se levanta. Corre livre.
E, em alguns contos, transforma-se em mulher.
Quantos ossos seus ficaram pelo caminho?
Ao longo da vida, muitas mulheres aprendem a se adaptar tanto ao mundo que acabam se afastando de sua natureza mais verdadeira.
Vão deixando pelo caminho:
- a coragem de dizer o que sentem
- a confiança na própria intuição
- o prazer de existir sem culpa
- a espontaneidade do corpo
- a criatividade
- a liberdade de escolher por si
Sem perceber, vão recolhendo funções… e perdendo partes da alma.
E chega uma fase muitas vezes depois dos 40 em que essa ausência começa a doer.
Não porque a vida esteja “errada”.
Mas porque a essência pede retorno.
O deserto não é castigo: é travessia
O deserto que La Loba percorre não é um lugar de punição.
É um território de verdade.
É onde as distrações caem.
Onde o excesso de ruído cansa.
Onde a mulher finalmente escuta o que sempre esteve dentro dela.
Muitas vezes, esse chamado chega como:
- cansaço emocional
- sensação de vazio
- vontade de mudar de vida
- necessidade de silêncio
- desejo de se afastar por um tempo para se ouvir
Isso não é fraqueza.
É a alma pedindo espaço para respirar.
Recolher os ossos é um ato de coragem
O conto de La Loba nos ensina que o reencontro consigo não acontece de uma vez.
É um processo.
Um osso de cada vez.
Às vezes, reencontrar sua força começa em pequenos movimentos:
- dizer “não” sem culpa
- voltar a ouvir seu corpo
- se permitir descansar
- honrar sua sensibilidade
- lembrar do que fazia seus olhos brilharem
Cada gesto de verdade é um osso recolhido.
Cada escolha por si mesma é um passo de volta para casa.
O seu canto ancestral ainda vive em você
O momento mais poderoso do conto é o canto.
Porque La Loba não revive a loba pela força.
Ela revive pela voz.
Esse canto simboliza a sua essência mais profunda:
aquela parte sua que sabe quem você é, mesmo quando você esquece.
Seu canto pode ser:
- um sonho antigo que ainda pulsa
- um dom que você deixou adormecido
- uma verdade que você abafou para caber
- um propósito que pede forma no mundo
O canto ancestral não desaparece.
Ele apenas espera o momento em que você estará pronta para escutá-lo de novo.
Na Gaia, criamos espaço para esse reencontro
Na Gaia, acreditamos que toda mulher carrega dentro de si uma força selvagem, sábia e amorosa — mesmo que ela tenha sido silenciada por anos.
Nossos retiros e experiências são convites para esse retorno.
Um espaço seguro para:
silenciar o excesso de fora, ouvir o corpo, sentir sem máscaras, soltar armaduras antigas, lembrar da mulher que você sempre foi
Porque, às vezes, tudo o que uma mulher precisa…
não é de mais respostas.
É de um lugar onde ela possa voltar a cantar.
Talvez este seja o seu tempo
Se este texto tocou algo em você, honre esse chamado.
Talvez você esteja exatamente no momento de recolher seus próprios ossos.
De juntar as partes que ficaram pelo caminho.
De voltar a sentir sua força.
De lembrar seu propósito.
A mulher selvagem não foi embora.
Ela apenas espera que você a escute.
E, quando você cantar de novo…
não haverá volta.
Haverá reencontro.


